
Sou um eterno sonhador
De noites mal dormidas,
Sou um mero expectador
De experiências sofridas,
Sou eu, alguém que sonha,
Um crente, um triste talvez,
Nesta vida estranha e enfadonha
Onde o sorriso é maior escassez.
Os três porquinhos
Vivem em bairros de lata,
Sonham como pequeninhos
Enquanto o lobo mata,
O lobo, o maior traficante,
Vive uma vida de lorde,
Placas de droga numa estante
Do lobo que já não morde.
O pequeno capuchinho vermelho
Pôs a avozinha num lar errado,
Já nem se olha ao espelho
Com a vergonha do seu passado,
Dá-se ao lobo mau a qualquer hora
Em troca de alguns poucos tostões
Deitou sua vida e beleza fora
Em troca de tão fáceis cifrões.
Robin dos bosques tinha a sua graça,
Agora rouba para si próprio,
Deixou a floresta na desgraça,
Criou até um problema sério,
Traiu todos, até os amigos,
Na necessidade deixou-os na mão
Em troca de meros artigos
E da história é essa a lição.
São as "histórias de adormecer"
Que nunca nos deixam dormir
São sortes e azares sem merecer
Que mal nos fazem sentir
Não há grandes super-heróis
Nesta história de actualidade
Lebres são lentos caracóis
Com burocracias da sociedade.
De noites mal dormidas,
Sou um mero expectador
De experiências sofridas,
Sou eu, alguém que sonha,
Um crente, um triste talvez,
Nesta vida estranha e enfadonha
Onde o sorriso é maior escassez.
Os três porquinhos
Vivem em bairros de lata,
Sonham como pequeninhos
Enquanto o lobo mata,
O lobo, o maior traficante,
Vive uma vida de lorde,
Placas de droga numa estante
Do lobo que já não morde.
O pequeno capuchinho vermelho
Pôs a avozinha num lar errado,
Já nem se olha ao espelho
Com a vergonha do seu passado,
Dá-se ao lobo mau a qualquer hora
Em troca de alguns poucos tostões
Deitou sua vida e beleza fora
Em troca de tão fáceis cifrões.
Robin dos bosques tinha a sua graça,
Agora rouba para si próprio,
Deixou a floresta na desgraça,
Criou até um problema sério,
Traiu todos, até os amigos,
Na necessidade deixou-os na mão
Em troca de meros artigos
E da história é essa a lição.
São as "histórias de adormecer"
Que nunca nos deixam dormir
São sortes e azares sem merecer
Que mal nos fazem sentir
Não há grandes super-heróis
Nesta história de actualidade
Lebres são lentos caracóis
Com burocracias da sociedade.
Está lindo! *_*
ResponderEliminarAo início fez-me confusão ter lá os 3 porquinhos e o capuchinho vermelho, mas com o avançar do poema fui compreendendo e vendo a magia deles no poemas. Muito bem escrito! Parabéns! :)
Perfeita ligação entre histórias, que não passam disso, de histórias. As que nos fizeram, mas que continuam actuais como quando as lia-mos. Adorei *.*, como sempre.
ResponderEliminarDa tua mana.